A letter that you won’t read

Existe uma linha tênue entre o amor e o ódio
O ódio, nada mais é que amor direcionado a seus inimigos.
E amor é o ódio apontado para aqueles que se chamam amigos.
Sinto por ti um ódio que beira a loucura transformando-se na forma mais pura de amor.
O ódio que sinto por ti me alimenta, me consome, me destrói por dentro.
O amor qe sinto é consumido por mim, me reconstrói.
Formando uma linha tênue entre os dois, prestes a romper a ceder para o lado mais fraco. Não deixarei a tentação ceder, esta batalha que acontece dentro de mim me mantém vivo, alimenta minhas fibras e me faz escrever.
O equilíbrio nunca pode ser desfeito as vezes tenho vontade de sucumbir, de deixar me levar pelo ódio, mas o amor é mais forte, mais intenso e retorna o equilíbrio.
Chamo minh’alma de balança. Sempre em busca do perfeito equilíbrio, da comunhão com o corpo e a mente.
Imploro-te, ache a resposta para que o equilíbrio dentro de ti volte a ser perpétuo, não quebre o fio tênue que há em sua alma, banhe-se com o poder do amor, cubra-te com o estandarte do ódio, ame o ódio, odeie o amor.
Entregue-se a mim como outrora.
Se jogue de corpo, alma e mente novamente no meu barco, para navegarmos no rio da vida
Entregue-se a paixão de antes, viva a vida de sempre, me coloque denovo no seu ser, vamos voltar a ser apenas um.
Aceite a comunhão dos nossos corpos em prol da junção de nossos espíritos.
Ame-me, sorva-me, beba-me.
Darei-te meu corpo, minh’alma, tudo que possuo.
Jogue-se de costas nos meus braços.
Eu te levarei embora, venha comigo, me de seu coração. Pois o meu tu já tens.
Sempre terás.
Eu te rogo, como os mortais rogam a seus deuses, te imploro, te suplico, seja minha novamente.
Adoro te ver ouvindo minhas palavras, admirando meu sorriso, rindo de mim.
Acho que o amor me purificou.
Nunca me senti assim antes, quero que se sinta assim também. Venha comigo caminhas por verdes pastos, eu cuidarei-te e adorarei-te, amareite-te, deleitarei-me com sua voz.
Reviva como o pássaro do sol, saia das cinzas que te prendem, desprenda-se das correntes que te cercam, solte as trancas que impusera a si, me ame, me adore como eu faço a ti, amo-te, adoro-te, venero-te, sonho contigo, quando deito, quando acordo, quando como, quando não penso em nada, estou pensando em ti.
Você se tornou a peça que falta em mim, o ponteiro da vida em meu relógio.
Você se tornou a peça fundamental de minha vida.
Bem sei que é você que quero, que espero, que acredito.
Volte a ser inteiramente minha, vivo por ti, morreria por ti, mataria por ti.
Te desejo mais que desejo minha própria vida. Pois sem você não há mais vida para este humilde mortal.
Venha vencer o tempo comigo, caminhar de mãos dadas com destino a eternidade, seremos imortais, veremos o fim dos tempos, testemunharemos o começo do novo tempo. Vamos nos libertar de nossos corpos. Coisas normais como tempo, matéria, espaço, nada disso vai existir para nós, seremos o tempo, seremos tudo.
Venha beber nas taças de ouro do paraíso que criaremos para nós.
Seremos deuses dos nossos próprios destinos, nada vai ficar em nosso caminho.
Será que meu sonho é vão, é fútil, talvez egoísta?
Meu sonho é ter-te junto a mim, junto a minha existência como mortal, livres de fim.
Eu te amo meu amor.
Pegue, leve meu coração, minh’alma, minha existência, minha vida, nada disso tem o menor valor para mim sem ti, sem você, sem seu amor precioso sou apenas uma casca vazia, oca, sem nada. Pútrido meu corpo se consumirá sem ti.
Peço-te encarecidamente, não me deixe jamais, se não sou o que queres me fale, serei os seus sonhos,por ti serei quem desejares, de anjo a demônio, de puro a podre, de vivo a morto.
Apenas di-me e farei.
Por favor como último pedido, lembre-se dessas palavras, sem nem ouvi-las, sem nem lê-las, pois talvez nunca chegue o dia de ouvi-las, nem de ve-las com seus olhos famintos, janelas da alma, refúgio para um homem cansado, seu homem, que foge de tudo e todos para apenas estar ao seu lado.
Ahhh… como queria poder pegar-te em meus braços e levar-te para longe da vista de todos, para apenas eu ver-te, amar-te, mas isso é egoísmo da minha parte.
Deixe que a chuva lave nossos pecados, purificaremos nossos corpos com a água dos Deuses, sujaremos nossas almas com o fruto da árvore proibida, quebremos os muros da mentira, que facemos os deuses se ajoelharem diante de nós, facemos os anjos cantarem nosso amor, quebremos a sagrada ampulheta eterna, onde escorre as areias do infinito, sujemos nossas mãos nela e a espalhemos pelo abismo no fim do universo, lugar onde não há nada.
Chegaremos lá e preencheremos com nossa presença. Sujemos o chão do palácio branco de mármore, festejemos a coroação do rei e o destrono da rainha. Joguemos dados com deus e o universo, vamos abolir nossos corpos e nos uniremos no mar dos grandes espíritos viajantes, deixe-me levá-la a todos os lugares e a lugar nenhum. Prometo segurar sua mão caso se perca, guiar-te na escuridão do teatro sem iluminação.
Levantar as cortinas para o palco imaculado. Levarei-te as frutas mais doces já concebidas pela natureza, hei de levantar-te e até o sol invejará tua beleza, se ofuscará com seu brilho, a lua, coitada, tão pequena frente nós dois, deitados no alto do monte Olimpo.
Não haverá mais guerra, o medo, deixará de existir, a luz nos cobrirá com sua profunda paz alva, os pássaros irão cantar a mais pura das melodias, não haverá palavras na língua dos homens suficientes para dizer como te amo, seremos puros, seremos únicos, apenas um espírito viajandos pelas bordas do destino, ignorando o resto só haverá nós dois. Para sempre.
A neve é branca, pura, porém fria, deitemos nela e a aqueceremos-la, e ela irá nos dar a pureza, observaremos animais correndo e com eles nos comunicaremos, falaremos sobre a vida e sobre a morte, sobre o amor, vamos ensiná-los tudo sobre o amor, sobre a balança dos nossos interiores.
Mudaremos as concepções de amor, o que sinto por ti já transcendeu essa mísera palavra. O que sinto por ti é enorme, é puro e limpo como o Rio Nilo a muitos ontens, puro como os primeiros raios de Sol da manhã. Evolua comigo, deixe os pesos da realidade para trás. Deixe-me explorar cada canto de ti, aninhar-me nos seus braços, como fazem os filhotes das grandes feras. Admirarei-te como a estrela D’Alva. Farei-te ser única como o encontro dos rios com os mares, será especial como as luzes do norte.
Guardarei-te na mais profunda fossa do oceano. Nada sabem os poetas sobre o amor, escrevem um vida que temem viver, eu não, procuro viver a tudo que escrevo, seja minha pena, me ajude a escrever nossa história.
Vejo-te como minha única salvação.
Desculpe-me se me alonguei muito, escrevi o que senti, não quis te magoar, peço as mais sinceras desculpas se o fiz.
Amo-te mais que minha própria vida.
Uma despedida de uma carta que não sei se lerás.
Com amor,
Lucas Ferreira Val
19/04/2013.
04h17.

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~ por Cervesia em abril 27, 2013.

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